Me bolina.

O tempo escorre;

O tesão se edifica;

Não da para esperar mais;

Oceano, a boca me engole;

A língua explora.

O desejo, quase uma dor;

Necessidade sem pudor;

Com pressa me bolina;

A vontade invade em ondas

Debruçada no balcão, arregaça minha saia;

Suas calças arriadas;

Devora-me, tome posse, fruta úmida.

Arrebatada, vou ao ápice.

Rega-me com sua seiva.

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A deriva…

Tatear cada centímetro da sua pele jambo;

Sorver da tua boca o teu sabor;

Ouvir sua voz escapando entre seus lábios;

Enquanto se encaixa sobre mim

Dentro de mim.

Com pressa, com ânsia, com vontade;

Sentir seu corpo me invadir

Me sentes quente, entregue;

Entrelaçando-te  entre minhas pernas;

Puxando teu corpo ainda mais.

Presa entre teus braços forte, deliciosamente prensada;

Vejo o tesão no teu rosto

Quer me invadir ainda mais;

Lançando minhas pernas sobre seus ombros largos

Enfim saciar  teu desejo, meu desejo maremoto, tempestade;

Perco-me nesse oceano

Êxtase à deriva.

Navegante

Gosto da luz acesa  para ver  seus olhos castanhos.

Ver a íris ladeada por esse brilho que  você têm.

Sinto suas mãos me prenderem  pelas nádegas, enrosco minhas pernas embaixo de você.

Sob seu corpo,  eu te sinto inteiro. Não encontro palavras para descrever essa sensação.

Aos poucos meu corpo flutua, perco a noção do espaço, não importa mais aonde estamos.

O tempo flui em gotas.

Meu ventre se contrai e os movimentos saem por si só.

A boca está seca, mas meu prazer é mar, arrebentando em ondas de tesão.

Cada músculo está livre, menos o seu, eu o quero assim, dentro de mim.

Seu rosto é  o farol, guia meu retorno dessa  viagem orgástica.

Navegante, intensa, vibrante, extasiada.

O riso brota e floresce verdadeiro. Rego-te com minha veleidade.

O sorriso teu inebria, anseio mais. É uma troca.

Quero-te navegante, quero teu gozo.

Mar não é só calmaria, e que venha a tempestade para seu deleite.

Seu prazer me dá prazer, navegue em mim.

E os marouços me arrastam pra você, forte e intenso.

Êxtase… mar azul.

Tempo e espaço

Adoro a textura encaracolada da sua barba raspando meu pescoço

O timbre grave da sua voz vibra no meu cérebro quando fala próximo ao meu ouvido

Nem acredito como suas mãos fortes têm um toque tão suave, quando alisam minhas costas.

Sua boca inunda a minha com seu sabor enquanto seu corpo cobre o meu com seu peso me pressionando deliciosamente.

Arranca minhas roupas, degustando cada parte desnuda com os lábios, marcando minha pele.

Não há outro lugar que queira estar nesse momento, senão sob a força de suas mãos.

Meu prazer é causar prazer devorando você, é lindo ver as reações do seu corpo, dos seus músculos tesos, enquanto te chupo. Perceber sua respiração acelerar enquanto seus olhos se fecham e geme baixinho.

Mas, confidencio que meu ápice é me colocar sobre você, encaixada, firme,  te sentindo dentro de mim.

Prende-me, aperta-me, domina-me, beija-me, lambe meus seios vorazmente.

Meu corpo fica suspenso no ar por incontáveis vezes, e tudo que posso fazer é sorrir e gemer. Desconheço outra forma de exprimir tanto tesão ou as sensações que sinto. Quando escuto sua voz, volto a mim.

O que não significa que é o fim, porque sabe do que eu gosto, e sinto o traseiro arder, uma palmada de cada lado.

A boca beija-me novamente enquanto os braços controlam meus movimentos… e perco-me de novo no tempo e no espaço.

Nós dois – 01

A luz se acendeu quando eu entrei e lá estava ele sentado no sofá preto. Sua concentração era imperturbável, porém seus olhos acompanhavam meus passos. Aproximei-me lentamente e parei entre suas pernas, ligeiramente abertas. Quando o seu perfume alcançou minhas narinas fechei os olhos instintivamente e aspirei tentando absorver o máximo que podia daquele cheiro almiscarado.

Mal percebi quando se inclinou tão próximo que senti sua respiração pesada sobre o meu vestido, enquanto subia a mão direita por trás da minha perna. Tão lentamente que seus dedos deixaram um rastro de calor por onde passaram, até chegar ao meu bumbum e fazer um carinho sutil.

Com a outra mão fez um sinal para que eu me inclinasse e beijasse sua boca. Os lábios quentes e úmidos me davam arrepios gélidos por todo o corpo. A língua explorava a minha com ânsia e minhas pernas amoleceram. Quando fiz menção de me sentar ele me impediu, segurou em minha mão me posicionou de lado e me fez curva-se sobre seu colo. Eu sabia o que viria a seguir, e o simples pensamento fez minha respiração acelerar, eu sei que ele sorriu ao perceber.

Vagarosamente subiu meu vestido – ele não tinha pressa – até revelar minha calcinha.  Cada segundo de espera se transformava em um minuto, era uma agonia, ele sabe o quanto eu queria, e eu sei o quanto ele desejava, não precisamos mais de palavras para nos comunicar. Delicadamente foi abaixando a minha calcinha revelando as nádegas. Fez um carinho suave com as pontas dos dedos na nádega direita, depois na esquerda, enquanto eu? Eu apenas suspirava de tesão.

Repetiu diversas vezes esses movimentos circulares, já estava a ponto de implorar, quando senti a primeira palmada. Foi só de preparação, um leve ardido, antecedendo o que estava por vir, um lado de cada vez. Fez carinho de novo, seus dedos eram borboletas na minha pele, para na sequência, fazer queimar como pimenta.

A excitação só crescia, e não era só em mim, eu sentia em seu colo também. Não demorou em me levantar, abrir sua calça e me fazer montar, encaixando nossos corpos febris, me agarrando pela cintura, mordendo meus lábios em busca de remediar a agonia.

Minha Devassa

Quando fui atender a porta, como poderia imaginar que seria ele, mas, devo confessar que vê-lo me trouxe um misto de inquietação e surpresa. Mais ainda, quando ele quando olhou hipnoticamente em meus olhos, se restava alguma barreira, caiu naquele momento. A cada passo que deu para dentro da minha sala eu recuava um, nem percebi quando fechou porta.

Pousou um beijo suave no meu rosto e disse:

_ Eu não resisti.

Me virou de costas, mordeu minha nuca enquanto me abraçava por trás.

A boca na nuca, a mão firme na cintura, a outra mão subindo pela lateral do meu corpo segurou com meu rosto com força para que boca me beijasse com avidez.

Abruptamente me soltou segurando em minhas mãos na sequência  colocando-as acima da minha cabeça, enquanto mordia minha orelha colando meu rosto contra a parede fria.

Uma das mãos entrelaçou os dedos nos meus cabelos, puxando minha cabeça pra trás  para que a boca encontrasse a minha novamente.

Assustei quando senti a palmada ardida em minhas nádegas. Virou-me de frente sem desentrelaçar os dedos dos cabelos. Explorando agora meus seios com ânsia, enquanto a outra mão percorria meu corpo por de baixo do vestido, até chegar por dentro da minha calcinha. Eu apenas suspirava com o toque suave e rítmico dos seus dedos, ao mesmo tempo que me chamava de “Minha Devassa” com a boca colada em minha orelha. Firmemente me fez ajoelhar, sem deixar de olhar hipnoticamente, eu entendi o recado e começo a abrir sua calça…

E o que mais eu poderia fazer aquele homem simplesmente exercia um poder diferente sobre mim.

Vem… te espero.

_Ai, to me sentindo tão sozinha . Você não vem Leãozinho?

Vem… que te espero.
Essa cama fica enorme sem você.
Sem esse corpo moreno, quente e espaçoso.
Entrelaçando suas pernas com as minhas.
Abraçados,  beijando no meu pescoço.
Dizendo safadezas só pra me provocar
Enfiando a mão por dentro da minha calcinha.
Verificando a intensidade do meu desejo.

_Hummm, já ta assim é, toda babadinha.
_Aiii, Leãozinho não provoca, tenho que acordar cedo.
_Vai, confessa que está morrendo de tesão.

Mais uma vez, não resisto e nos embolamos.
Já vi que amanhã irei bocejar o dia inteiro no trabalho.