Conversas de um outono 1.2

– Está molhada?

Sim. Agora fiquei tímida

– Quente também?

Sim. Até minha respiração mudou

– Vontade de chupá-la até gozar

Você é muito malvado é tortura isso, vou ficar com essas idéias martelando em minha cabeça

– Vontade?

Muita vontade, imaginando, desenhando as cenas na minha mente. Uma calcinha de renda pequenina, preta sobre a pele clara.

– Somente um fio, espaço para palmadas.

Vai ficar vermelha.

– Ai fico com mais tesão.

Sua mão é grande?

– É sim. Hum! Quero ver essa bunda toda vermelha, e você transbordando desejo.

Eu fico com mais vontade ainda, sabendo que você gosta.

– Quero você inteirinha.

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Conversas de um outono.

Você se lembra de tudo que disse? Ou só queria atiçar minha curiosidade.

Eu não  estou me lembrando, refresca minha memória.

Disse que iria beijar meu corpo todo;

Lembrei, que delícia! E vou mesmo da cabeça aos pés, colocar você de quatro sobre a cama, levantar seu vestido, puxar sua calcinha de lado e lamber você inteira.

Sentir seu gosto na minha língua.

É muita provocação, é maldade… Eu aqui toda comportada e você…

Espera, não terminei.

Porque antes de te levar pra minha cama, vou te abraçar, puxar seus cabelos, começar beijando seu pescoço, subindo até sua boca quente e tirar todo esse batom vermelho

Nossa, perdi até o raciocínio, já não sei o que eu ia te dizer.

Vou falar no seu ouvido que você é gostosa e deixar sua bunda vermelha dando umas palmadas.

Por quê? Eu não tenho sido uma boa garota?

Pelo contrário é uma ótima garota, me dá atenção, me faz rir.

Que bom, posso contar um segredo? Adoro as palmadas.

Me bolina.

O tempo escorre;

O tesão se edifica;

Não da para esperar mais;

Oceano, a boca me engole;

A língua explora.

O desejo, quase uma dor;

Necessidade sem pudor;

Com pressa me bolina;

A vontade invade em ondas

Debruçada no balcão, arregaça minha saia;

Suas calças arriadas;

Devora-me, tome posse, fruta úmida.

Arrebatada, vou ao ápice.

Rega-me com sua seiva.

A deriva…

Tatear cada centímetro da sua pele jambo;

Sorver da tua boca o teu sabor;

Ouvir sua voz escapando entre seus lábios;

Enquanto se encaixa sobre mim

Dentro de mim.

Com pressa, com ânsia, com vontade;

Sentir seu corpo me invadir

Me sentes quente, entregue;

Entrelaçando-te  entre minhas pernas;

Puxando teu corpo ainda mais.

Presa entre teus braços forte, deliciosamente prensada;

Vejo o tesão no teu rosto

Quer me invadir ainda mais;

Lançando minhas pernas sobre seus ombros largos

Enfim saciar  teu desejo, meu desejo maremoto, tempestade;

Perco-me nesse oceano

Êxtase à deriva.

Navegante

Gosto da luz acesa  para ver  seus olhos castanhos.

Ver a íris ladeada por esse brilho que  você têm.

Sinto suas mãos me prenderem  pelas nádegas, enrosco minhas pernas embaixo de você.

Sob seu corpo,  eu te sinto inteiro. Não encontro palavras para descrever essa sensação.

Aos poucos meu corpo flutua, perco a noção do espaço, não importa mais aonde estamos.

O tempo flui em gotas.

Meu ventre se contrai e os movimentos saem por si só.

A boca está seca, mas meu prazer é mar, arrebentando em ondas de tesão.

Cada músculo está livre, menos o seu, eu o quero assim, dentro de mim.

Seu rosto é  o farol, guia meu retorno dessa  viagem orgástica.

Navegante, intensa, vibrante, extasiada.

O riso brota e floresce verdadeiro. Rego-te com minha veleidade.

O sorriso teu inebria, anseio mais. É uma troca.

Quero-te navegante, quero teu gozo.

Mar não é só calmaria, e que venha a tempestade para seu deleite.

Seu prazer me dá prazer, navegue em mim.

E os marouços me arrastam pra você, forte e intenso.

Êxtase… mar azul.